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01.01.2010

MÉDICOS, UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO

Recentemente assisti a um documentário da National Geographic em que se abordava a questão das espécies em extinção.

Ficou evidente que o desenvolvimento econômico ao não levar em conta o impacto ambiental advindo desse “progresso”, constitui o pano de fundo que gera esse problema. Um fator adicional é quando a espécie é a própria fonte de renda o que “justifica” o seu extermínio, em nome do lucro fácil.

É admirável a luta dos ambientalistas para preservação do meio ambiente e da manutenção do equilíbrio entre as espécies. 

Mas, como fazer entender a esses exterminadores que a quebra de um ecossistema é a maior agressão que pode ser impingida aos que nele vivem e interagem?

Como explicar que a preservação de algumas espécies animais é mais importante que as necessidades humanas?

Como aclarar que a continuar essa destruição, a raça humana, conseqüentemente, também deixará de existir?

Não é uma tarefa fácil. Realmente, não é uma tarefa fácil.

Assim caminha a nossa Saúde Pública. A caminho do extermínio.

Em nome de uma medicina ágil e eficiente no serviço público dá-se ênfase à privatização do sistema de saúde que, constitucionalmente, é um dever do Estado.

As contínuas agressões à Saúde Pública, tais como: orçamento e financiamento subestimados, controle ineficiente na abertura de novas escolas médicas, ausência de um Plano de Cargos Carreira e Vencimentos para o médico, sucateamento das unidades de saúde e o estímulo ao atendimento hospitalocêntrico em detrimento da promoção da saúde e prevenção de doenças vêm, de forma progressiva e inexorável, tornar impossível que o médico possa cumprir com a sua função que é atender com dignidade, humanidade, eticidade e, acima de tudo, com respeito ao paciente.

Cabe a nós, ambientalistas da saúde, lutar para reverter essa situação. Talvez, quem sabe, solicitar ao IBAMA que declare o médico uma espécie ameaçada de extinção, tal qual o Lobo Guará, o Mico Leão Dourado, a Arara azul, o Veado Catingueiro, o Tamanduá Bandeira e outros.

A outra opção é cultivar as boas sementes plantadas pela Federação Nacional dos Médicos em 2009, e começar a colhê-las em 2010.

Um Feliz Novo Ano a todos.

 Adolfo Paraiso.

Presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Maranhão.

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